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Globo descumpre a lei e faz demissão em massa mesmo sem poder

A Rede Vanguarda, uma das principais filiadas da Globo, demitiu mais de 20 pessoas na última segunda-feira (03), ignorando a estabilidade prevista na Medida Provisória 936.

Os funcionários tiveram os seus salários reduzidos em 25% por três meses, e deveriam ter de volta o pagamento integral e o emprego durante o mesmo período. No entanto, a emissora de Boni decidiu demiti-los e pagar as indenizações.

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O dono da Vanguarda, José Bonifácio de Oliveira, o Boni, minimizou o corte anunciado e afirmou que as demissões já estavam dentro do programado. “[Está havendo] demissões e admissões.

Dentro do fluxo normal. O nosso turnover [rotatividade] é em média 20 pessoas anualmente. 10% da folha [de pagamento]. Esse ano o número foi mantido, só que concentrado em um mesmo período”, explicou.

Ele ainda informou que a lei foi respeitada. “Nem poderia ser diferente porque o Ministério Público do Trabalho não a aceitaria. Saem agora mas recebem até o tempo determinado pela lei.

Provavelmente até outubro, como disposto. Confundem a extensão do prazo que se refere aos que continuarem trabalhando com desconto, o que não é o caso deles. E ainda estendemos prazo de plano de saúde até o final do ano. E assumiremos casos de emergências”, declarou Boni.

“As dificuldades são passageiras e são as mesmas que a maioria das atividades está sofrendo. Mas a Vanguarda investirá esse ano em outras tecnologias devido em alterações do comportamento do mercado”, completou.

Entre os demitidos, 12 são jornalistas: uma editora, duas produtoras e um editor de imagens. Além deles, o âncora Carlos Abranches, que tinha 25 anos de emissora, e mais três repórteres, entre elas Karen Schimidt, que fazia entrada no Jornal Nacional e trabalhava na afiliada da emissora desde 2001.

De acordo com fontes, a alegação usada pela direção para as demissões foi a crise financeira instaurada pela pandemia do novo coronavírus, que reduziu anúncios e receitas.

Nos bastidores da emissora, a decisão causou indignação. “[As críticas] foram principalmente por causa [da demissão da] Karen Schmidt. Ninguém da chefia foi cortado, nem algumas pessoas menos produtivas e com salários altos também”, revelou uma fonte próxima aos funcionários da emissora.

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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