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Globo toma atitude nunca antes vista e pode sofrer grave consequência

A Rede Globo pode ficar sem os direitos de transmissão da próxima Copa do Mundo, após entrar em uma guerra judicial contra a FIFA.

Com a justificativa de que foi afetada financeiramente pela pandemia do novo coronavírus, a emissora entrou com uma ação na Justiça do Rio de Janeiro para tentar renegociar o contrato que mantém com a entidade máxima do futebol. O valor total é de US$ 600 milhões (R$ 3,1 bilhões).

A emissora pede para não pagar a parcela atual, no valor de US$ 90 milhões (R$ 462 milhões), que vence no próximo dia 30. O argumento é de que por conta da pandemia, as competições de futebol foram canceladas ou estão sem previsão para acontecer.

Desde maio, a Globo está tentando a negociação, no entanto, a FIFA não aceita um acordo e faz questão de receber o valor ainda no final deste mês.

Em função disto, a emissora está considerando lutar até pelo rompimento do contrato atual, que tiraria os direitos de eventos como Copa do Qatar, Mundial de Clubes e competição de seleções de base.

Contrato bilionário

Em 2011, a Globo e a FIFA assinaram um contrato no valor de 600 milhões de dólares, divididos em nove parcelas, referente aos direitos de transmissão de eventos esportivos da entidade entre 2015 e 2022. Até então, seis dessas parcelas já foram pagas.

Em uma petição de 35 páginas, a emissora avisa que decidiu acionar a cláusula de arbitragem contra a entidade para rediscutir o contrato na Justiça da Suíça, sede da FIFA. Caso não ocorra acordo, a Globo considera romper o contrato.

“A crise é tão grave que a única saída razoável talvez seja o término definitivo do Contrato de Licenciamento, como a Globo, de boa-fé, deixou claro para a FIFA na carta remetida àquela entidade em 19.5.2020: ‘Em relação ao Acordo de Prorrogação 2018/2022, à luz das circunstâncias materialmente alteradas devido à crise da COVID-19, o valor dos direitos tornou-se desequilibrado e oneroso demais. Diante do exposto, a Globo não vê alternativa real senão buscar a rescisão”, informou a emissora.

A petição ainda inclui detalhes sobre as mudanças no cenário brasileiro nos últimos anos, variação do valor do dólar e queda nas receitas publicitárias.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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