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Descoberta fake news contra atriz da Globo que ameaçou matar Bolsonaro

Algumas publicações vêm circulando na internet com a fake news de que a atriz Maria Flor teria recebido mais de R$ 10 milhões pela Lei Rouanet durante o governo do PT. Os posts possuem mais de 41 mil compartilhamentos nas redes sociais e começaram a circular pela internet desde o dia 25 de janeiro, dias após a atriz ter divulgado um vídeo pedindo pelo impeachment do presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

A informação correta é que sua produtora, a Fina Flor Produtora de Filmes LTDA, captou pela Lei Audiovisual R$ 924 mil, valor muito inferior ao que foi divulgado.

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“Entre 2013 e 2018 a Fina Flor produções que pertence a essa senhora conhecida como Maria Flor recebeu do Governo Federal esse pequeno valor. 10.473,871 Coincidentemente nos anos de 2019, 2020 e 2021 não recebeu 1 real do Governo Federal e agora pede a saída do Presidente Bolsonaro, essa gente não quer um governo para o povo essa gente quer um governo que encha seus bolsos de dinheiro”, diz a Fake News.

Foto: Lex Rock
Foto: Lex Rock

Um twitte exibindo capturas de tela de trechos do Diário Oficial da União ajudou a espalhar a informação falsa.

Apesar dos prints, ao realizar uma pesquisa no portal Versalic, que disponibiliza dados sobre todas as iniciativas financiadas pela Lei Rouanet, é possível constatar que Maria Flor e sua produtora não receberam nenhum recurso por meio deste mecanismo de fomento.

Na consulta feita no site da Ancine, é possível constatar que a produtora da atriz teria recebido auxílio da Lei do Audiovisual para beneficiar seus projetos. Assim como a Lei Rouanet, essa lei permite que contribuintes deduzam do imposto de renda as quantias investidas na produção cultural. Neste caso, em obras de audiovisual previamente autorizadas pela Ancine.

A alegação de que as obras de Maria Flor teriam sido beneficiadas pela Lei durante o governo do PT também são falsas, já que das oito propostas, cinco foram submetidas e aprovadas pela Ancine entre 2016 e 2018, durante o governo de Michel Temer (MDB). 

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** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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