La Notícia

Após ser humilhada ao vivo, Miriam Leitão detona Bolsonaro na Globo

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), foi alvo de duras críticas de Miriam Leitão, após o seu discurso na 76ª Assembleia Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), em Nova York, nos Estados Unidos.

Durante o Bom Dia Brasil desta terça-feira (21), Miriam afirmou que não se pode esperar muito do discurso de Bolsonaro. “Que ele não seja tão ruim quanto o primeiro discurso. O segundo já foi um pouquinho mais suave”, avaliou a jornalista. “Mas a viagem a Nova York já deu suficiente motivo para a gente ter vergonha”, analisou.

O desabafo aconteceu alguns anos depois de uma situação humilhante vivida por Miriam. Nas entrevistas com os candidatos à presidência, Bolsonaro disse que Roberto Marinho, fundador da Globo, apoiou a ditadura militar. Os diretores fizeram Miriam ler uma carta de resposta ao vivo, ditada. Alguns apontaram a situação como a origem de sua atual revolta com ele:

“O presidente não pode entrar num restaurante, isso já é um resultado muito ruim”, afirmou Miriam, que citou a importância do discurso na Assembleia da ONU. “No discurso, o Brasil sempre teve essa vitrine. É o primeiro discurso na ONU, isso é tradicional desde Oswaldo Aranha (1894-1960). É importante que o Brasil fez parte da construção, daquele grupo que fundou a ONU, e por isso ele tem esse privilégio”, explicou.

“Esse privilégio sempre foi usado pelos governantes como um momento de falar pro mundo a nossa diplomacia da moderação. Mas o presidente Bolsonaro, desde o primeiro discurso… Horroroso o primeiro discurso que ele fez… O segundo já foi um pouquinho melhor. E esse não tem grandes expectativas. O pior, na verdade, é a oportunidade perdida”, desabafou Miriam.

“O Brasil perde a chance de nessa vitrine passar o recado tradicional da sua diplomacia. E, principalmente, nesse momento, que a voz do Brasil poderia ser muito mais ouvida. Época de mudança climática, nós somos uma potência ambiental”, analisou.

“Esse era o momento de falar direito, mas o governo Bolsonaro escolheu a irrelevância. É isso que ele escolheu nos colocar”, detonou. A jornalista então finalizou o desabafo: “Não vai ser pra sempre, a gente pode voltar a ter influência no mundo”.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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