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Compensa pegar empréstimos para pagar dívidas?

A vida financeira não está nada fácil para muitos brasileiros, e os números não mentem.  De acordo com informações recentes divulgadas pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o percentual de famílias inadimplentes no país atingiu surpreendentes 30%, um número recorde de casas com contas atrasadas. É a primeira vez que o índice chega a essa marca desde o início do levantamento anual, em 2010. Em setembro de 2021, esse número era 4,5% menor, havendo um aumento considerável de famílias inadimplentes.

A CNC também apurou a quantidade de famílias com dívidas, estejam ou não em atraso. Assim como os anteriores, os números foram impressionantes e bateram um recorde em setembro, com 79,3% da amostra endividada. No mesmo mês do ano passado, eram 74% de famílias com dívidas.

Como se livrar das dívidas

Com tantas pessoas endividadas e com menor poder de compra, pode acabar ficando difícil ter dinheiro para pagar as contas. Com isso, surge a dúvida: será que compensa contratar um novo crédito para quitar dívidas?

Antes de tudo, é importante encarar a realidade e os números para criar um plano definitivo para sair dessa situação. Segundo o presidente da Associação Brasileira de Profissionais de Educação Financeira (ABEFIN), Reinaldo Domingos, em uma entrevista à revista Exame, ter dívidas não é um problema, “o maior problema é não conseguir arcar com esse compromisso, que é justamente o que acontece atualmente com milhões de brasileiros”, explica.

Ele continua: “É preciso mudar o comportamento em relação ao uso do dinheiro para construir uma vida mais sustentável financeiramente, tratar o problema na raiz, evitando assim entrar num ciclo de endividamento.” 

Assim, o problema não é usar o cartão de crédito, por exemplo, mas sim não ter condições de pagar a fatura. Tanto que existem vantagens de usar essa forma de pagamento, como cashback, milhas e o fato de que ele é aceito pela maioria dos negócios, havendo até mesmo sites de apostas que aceitam cartão de crédito para facilitar a vida dos usuários que gostam de concentrar os seus gastos nessa ferramenta. As plataformas avaliadas pelo sitedeapostasonline.net ainda dão incentivos, como bônus e promoções, a pessoas que palpitam com o cartão, aumentando as vantagens de se usar esse método.

Vale a pena pegar empréstimo para pagar dívidas?

A resposta é depende. Se o novo empréstimo oferecer taxas de juro mais baixas, por exemplo, a resposta é sim. Alguns bancos dão condições de crédito melhores para clientes, incentivando a portabilidade de dívidas e a fidelização.

Segundo o gerente de crédito no Banco PAN, Adagoberto Junior Felicio, também entrevistado pela Exame, “existem operações de crédito com condições mais baratas em comparação a dívidas mais caras, como cartão de crédito ou cheque especial”. Assim, crédito consignado e empréstimos pessoais com juros menores podem ser vantajosos para quem está no rotativo do cartão de crédito, por exemplo, cujas taxas são caras.

Porém, nem sempre trocar uma dívida por outra pode ser a melhor opção, havendo casos em que a renda da pessoa pode ser reduzida a ponto de desencadear novos endividamentos. Esse é o exemplo do crédito consignado, que retém os pagamentos diretamente do salário e pode acabar criando problemas ainda maiores, mesmo com taxas menores.

Mantendo as contas em dia

Ao contratar um novo crédito para quitar dívidas mais caras, é importante se manter atento para não contratar novamente esses tipos caros de empréstimo, como é o caso do cartão. Para isso, é importante saber quais são as despesas básicas mensais e pagamentos de dívidas e colocar esses valores na ponta do lápis. Com isso em mãos, você já sabe o que tem como prioridade para pagamento.

Para isso, você pode anotar durante um mês todos os seus gastos, incluindo os básicos, despesas supérfluas e gastos “pequenos”, como lanches e gorjetas. Assim, você entenderá para onde o dinheiro está indo e poderá saber onde priorizar e o que cortar para se livrar das dívidas mais rapidamente.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do Portal UAI.

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